sexta-feira, 4 de julho de 2025

Filhos do nada

Brotam

Sem pais

Brotam

Sem flores

Em terra árida,

Evoluem.


Assim como 

Pais ausentes

Sem querer

Estar ausentes.

Porque o mundo

Nem sempre é justo

E tem a crueldade

Nos seus dias a dias.


Porque nem sempre 

Conseguimos ser

Aquilo

A que nos propomos, ser.

Vivem afastados

Pais e filhos

Mesmo amando,

Por vezes

Sem querer

Amar mais

Nesta vida!


Lutando assim

Por compensações

Por vezes 

Vãs!


Aceita assim voltar

Para do nada

Podermos todos

Sair!

Simplesmente 

Amando

Sem querer

Por vezes,

Amar!

                  Adélia Abreu

Sem comentários:

Enviar um comentário