Á quanto tempo preciso de liberdade?
Daquela liberdade harmoniosa
Em que baila a sinceridade
E se planeiam acontecimentos felizes…
Sinto que desde sempre
Creio e ao mesmo tempo sinto muito por mim
Que o que procuro não se adivinha para breve
A teimosia da contradição,
Continua a persistir pairar sobre mim
Como uma nuvem negra carregada de tempestade
Tudo tem de ir ao fundo
Tudo tem de ser pesado
E eu ambiciono a leveza do sonho
Com decisões abertas sobre a ‘mesa’
Mas tudo continua para doer
E me revolta
Ter que provar constantemente quem sou
Dói mas creio que prosseguirei…
Tentando fazer as incertezas deixarem de valer
E provocações caírem por terra
Ao atingir meu limite desistirei
Carregando as marcas de uma ousadia sem futuro
Porque não consigo viver com base na dúvida
Mas sim com a fé na certeza e nos sentimentos
Adélia Abreu