A CANTORA CARECA é uma das mais bem sucedidas produções do Laboratório Cênico. A peça A CANTORA CARECA marcou a trajetória de Eugène Ionesco como um dos principais dramaturgos do Teatro do Absurdo.
Nos textos dos autores do absurdo não encontramos histórias, ao menos da forma como se espera uma história, com princípio, meio e fim. Nem temos também grandes conflitos; aparentemente nada acontece. Os personagens comunicam-se com dificuldade. Quase não falam ou falam excessivamente sem, no entanto, alcançar qualquer espécie de comunicação. Estão isolados num mundo que não compreendem, sem chances de fugir.
A solidão humana. A angústia humana. O destino trágico e, muitas vezes, tragicômico da condição humana. O esvaziamento da linguagem e das possibilidades de encontro e entendimento. O caos. O nada.
Para os cronistas do absurdo, a linguagem, instrumento obsoleto e inútil, deixa de ter qualquer significado. Se o homem nada tem a dizer para seu companheiro de infortúnio, para que então a linguagem? O mundo é um mundo de sonâmbulos – e os sonâmbulos não se comunicam.
Quando Ionesco escreveu sobre o esvaziamento das palavras e a dissolução das relações humanas, ele se aproximou de alguns intelectuais que partilhavam das mesmas inquietações como, por exemplo, Arthur Adamov e Samuel Beckett, o festejado autor de “Esperando Godot”.
http://laboratoriocenico.blogspot.com/2008/01/cantora-careca.html
Sem comentários:
Enviar um comentário